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segunda-feira, 8 de março de 2010

Andaram as nossas avós a trabalhar para isto?

Mais uma vez trago ao Bazar Chinês um guest post. Desta vez convidei a Sara. Agradeço desde já este texto e espero que gostem.

Nós, mulheres emancipadas, líderes de partidos, chefes de países, gestoras de multinacionais importantes, escritoras conseituadas, cientístas reconhecidas, investigadoras irrepreensíveis, e até camionistas exemplares, hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher.
Grande honra, diria. Já estamos a par do Dia do Turista, ou então do Dia do Índio. Dias estes que rapidamente caiem em esquecimento. Afinal quem se quer associar a isto e fazer parte de um dia no ano, no meio de outros 364, onde, segundo o ponto de vista que estes dias apresentam, somos recordadas!
Bem, neste Dias de qualquer coisa, como o da árvore, juntam-se meia dúzia de gatos pingados, plantam uma árvorezinha, num local que esperam ser soalheiro, visitam-na duas vezes nos dois dias seguintes e depois, esquecem-se delas.
Nós, fazemos o mesmo, mas de uma forma mais evoluída, não chegamos a visitar-nos nos dois dias seguintes. Mas lá fazemos a festinha.
Não me apresento como uma feminista exacerbada, e estas festinhas até me parecem uma óptima ideia, por causa dos maridos retrogadas que vivem em muitos lares. E desta forma consegue-se um pouco de liberdade, que há-de saber a pouco.
Quanto aos motivos da criação do Dia Internacional da Mulher, não digo que sejam dignos de desprezo, recuso-me. No entanto, perecem-me demasiado importantes para apenas serem enaltecidos, no dia 8 de Março.
Bem, finalizando, ninguém precisa de um dia para ser enobrecido, se o for constantemente!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre, o nosso Obama?

Pela primeira vez no Bazar Chinês vai ser publicado um post que não é redigido por mim, desta vez convidei um amigo para escrever um texto e este aceitou. Neste momento quero então agradecer ao César por este muito bom post. Aqui vai.
No espantoso mundo futebolístico, o dia após a final de uma grande competição serve para tirar ilações? Nem pensar! Pensa-se logo na próxima competição. Na política passa-se exactamente a mesma coisa, ou quase, pois na semana seguinte a uma eleição temos os gurus da politologia a mandar os seus bitaites, como quem está no tasco a discutir o papel árbito na partida entre o Vila-Rabonense e Figueirós FC.
Face Oculta, escutas, BPN, TVI, desemprego, recessão económica, robalos, polvos é tudo muitíssimo urgente e importante, mas as eleições são daqui a ano e meio! É uma gamela em Belém que não pode ser desperdiçada. Há que preparar desde já a propaganda, os escândalos a plantar nos jornais, as inscrições nos partidos. E ninguém se quer atrasar. Mais ou menos explicitamente, nesta pré-pré-campanha já temos quase tantos candidatos, como lideres teve o PSD nos últimos tempos.
Esta até poderia ser mais uma vulgar eleição presidencial, em que os avozinhos da política buscariam a sua quarta reforma pelo escrupuloso cumprimento dos seus deveres cívicos. Mas eis que me surpreendo. Desta vez temos um candidato que não busca apenas a reforma, ambiciona, imagine-se só, marcar a diferença, defender os mais desfavorecidos, combater as hipocrisia e corrupção e eliminar os interesses corporativos.
Serei eu, será Deus este Nobre senhor? Realmente o senhor é mesmo nobre, Fernando Nobre para ser mais preciso. Mais conhecido como fundador da AMI, este Homem é muito mais do que isso. Correu meio mundo em auxílio dos mais desfavorecidos e permaneceu sempre fiel aos seus ideais e valores. Apesar de desligado da vida política, não raras vezes participou civicamente na defesa dos direitos dos outros para uma socieade melhor.
Até custa a acreditar que este senhor queira associar o seu nome ao lodaçal que é a política portuguesa, mas agradeço-lhe a coragem e espero sinceramente que consiga trazer alguma seriedade e limpe belém, e s.bento já agora, de toda incompentência e falta de carácter.
Um pouco de populismo obámico agora : Sim nós conseguimos um Portugal melhor !